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Intercâmbio entre Ater Biomas e AgroCaatinga promove mutirão e implanta mais duas áreas no Rio Grande do Norte

A implantação de duas novas áreas de AgroCaatinga, sistemas agroflorestais adaptados ao bioma e de produções sustentáveis, no Rio Grande do Norte, realizada entre 21 e 26 de novembro, contou com a participação de parceiros como Bahiater, COOPES, COOPAPI e L’Occitane, além da Coopercuc, que está à frente do projeto. As ações ocorreram na região de Apodi, no Córrego, e integram o conjunto de atividades do projeto Biomas, que neste ano promoveu uma caravana interestadual com agricultores da Bahia.

O coordenador de ATER da cooperativa, Egidio Trindade, falou sobre a relação e impacto para as famílias nessas ocasiões. “É de extrema importância para as famílias ter esse contato, essas novas vivências, com os novos sistemas de convivência que as famílias daqui possuem e vice-versa. É um momento de aprendizagem grande”.

O representante da Bahiater, coordenador técnico e fiscal de projetos, Helder Anjos, destacou um diferencial importante desse mutirão. “Esse projeto é realizado pela Coopercuc, em parceria com a L’Occitane e com a Bahiater que através do ATER Biomas, trouxe aqui 25 agricultores para participar desse intercâmbio em outro estado”, afirmou. Ele lembrou que a iniciativa integra parcerias com o Governo do Estado da Bahia para fortalecer práticas agroecológicas em territórios do Semiárido.

O engenheiro florestal e representante da L’Occitane Brasil, Sérgio Tafner, ressaltou o caráter ambiental e social das implantações através dessa tecnologia social, além do papel formativo. “Dessa vez a gente veio com um grupo muito diverso, de mulheres, de jovens, de mais de 30 pessoas que deslocaram mais de mil quilômetros para restaurar essas áreas que antes eram degradadas e agora já tem uma diversidade muito grande de espécies implantadas”, explicou. Para ele, a AgroCaatinga representa “uma poderosa ferramenta de restauração ambiental, que também complementa a renda do produtor, traz segurança alimentar e inclui as mulheres e os jovens”. Sérgio celebrou o avanço do projeto: “Amanhã vamos para a sexta área aqui do estado, completando a 47ª área de AgroCaatinga do projeto.”

Entre os jovens presentes, estava Jair Cardoso, da comunidade Ouricuri, Uauá. Ele conta que o sentimento compartilhado através dessa experiência. “Eu aprendi muito aqui e acredito que posteriormente será bem gratificante a gente ver, já é bem gratificante ver o sucesso dessas áreas. Dá para perceber que vai ser uma área muito produtiva”.

Os agricultores que participaram do mutirão também avaliaram positivamente a experiência. Teresinha Lisboa, agricultora da região de Feira de Santana, contou que a vivência ampliou seus conhecimentos. “Foi uma experiência muito boa, aprendi bastante, é uma tecnologia eficiente. É bem gratificante ver o trabalho sendo concluído com sucesso, a gente vê que é uma área que vai ser muito produtiva”, relatou. Para ela, o mutirão demonstrou envolvimento coletivo e potencial de transformação. “O pessoal se empenhou bastante no mutirão, está tudo ok e foi bem importante.”

Desde 2019, as áreas de AgroCaatingas representam um caminho estratégico e necessário para o futuro que preserva e cuida do Semiárido. Mais do que um modelo produtivo, elas reafirmam uma forma de viver que respeita o território, fortalece a identidade cultural e valoriza a sociobiodiversidade que sustenta milhares de famílias agricultoras.