
Prestação de contas, adesão de novos cooperados, metas futuras e muita união foram os pontos altos na Assembleia Geral 2025 da Cooperativa Agropecuária Familiar de Canudos, Uauá e Curaçá (COOPERCUC). Realizado na última sexta-feira (21), o encontro contou com a presença de cooperados/as e parceiros como os representantes do Banco do Nordeste (BNB) e da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR).
Como destaque, o número de adesão de novos cooperados/as surpreendeu, foram 10 novos interessados que, somados aos atuais, chegam aos 295. Em sua maioria, são famílias que recebem algum tipo de acompanhamento da cooperativa, beneficiadas por meio de programas como o Ater Mulher e AgroCaatinga.
Rafael Moura, da comunidade Serra dos Campos Novos, em Uauá, contemplado com uma área de AgroCaatinga, agora integra oficialmente o quadro de associados.
“Há um ano que a gente fornece maracujá da Caatinga, o umbu. A gente já faz parte, de certa forma, da cooperativa (…) é um prazer imenso, fico muito feliz com a oportunidade e, diante disso, vêm novas expectativas de comercializar meus produtos para a cooperativa, de fazer negócio, além de buscar o apoio e suporte, buscar novas alternativas de trabalho, ter o suporte social, comercial, assistência técnica, entre outras coisas”, relata Rafael.
Adenilde Santos, da comunidade Escondido, em Uauá, junto à sua família, recebeu no último mês o projeto AgroCaatinga. Para ela, essa é uma oportunidade de manter um crescimento mútuo.
“Sempre gostei de trabalhar no coletivo, não só visibilizar o meu lado, mas também o lado do outro e me tornar uma cooperada de uma cooperativa onde eu já tenho conhecimento do trabalho desenvolvido por ela, onde inclusive já participei de algumas atividades (…) eu imagino que com isso só temos ganho e crescimento. Desenvolvimento tanto para ela quanto para minha família”, afirma Adenilde.
Para Carla Pereira, diretora financeira, a assembleia foi um momento de confirmação dos bons resultados da instituição.
“O balanço de 2024 foi gratificante, cheio de boas surpresas, tivemos uma sobra de mais de 300 mil e os presentes optaram por investir esse dinheiro na câmara fria para armazenamento. O que é muito importante, visto que é uma necessidade para o armazenamento com as demandas de polpas, de estoque para o umbu, agora que renovamos tudo com a safra, além desse último ano ter sido muito bom com relação à exportação, por exemplo, de polpas para o Reino Unido. Tudo isso, junto às ações de assistência técnica, projetos e o empenho da equipe e todos os cooperados e cooperadas. Recebemos também novas pessoas, cooperadas, há muito tempo não tínhamos um número tão expressivo e ver que já são beneficiários de projetos pela Coopercuc, nos deixa ainda mais felizes por saber que realmente querem crescer junto aos outros. Foi um momento de confraternização e planejamentos futuros”, conta.
Reuniões como estas também são marcadas pela presença dos apoiadores mais idosos. Dona Odete é sócia fundadora e entende a importância de ser ativa nessas ocasiões.
“Quanto mais a gente se reúne, mais fácil é planejar. O que eu mais gosto de participar na assembleia é que, se não for, a gente não sabe de nada. Eu gosto tanto de ficar no meio desse povo, a gente se sente uma família unida”.
Além da confraternização entre os presentes, também com sorteios, foi possível deliberar um novo conselho fiscal para 2025 e votar nos planos futuros de aplicação das sobras. Nesse caso, o vislumbre é pela expansão da câmara fria, que permitirá um armazenamento maior das frutas entregues pelos sócios, bem como o aumento no beneficiamento de polpas.





































